Omnicorp

A solução definitiva para segurança mundial.

A Corporação

A Omnicorp foi uma megacorporação norte-americana que tinha como objetivo criar produtos para praticamente todas as necessidades do consumidor.

Sua essência era considerada revolucionária em diferentes segmentos da indústria, incluindo diversos empreendimentos considerados sem fins lucrativos, filantrópicos.

Abaixo a anúncio da apresentação Omnicorp na CES de 2027.

Subdivisões

A principal divisão da Omnicorp é a OCP. No seu portfólio, engloba a criação e desenvolvimento de armamento militar e oferece serviços como viagens espaciais privadas.

Inicialmente, a empresa tinha outros olhos, apostava em mercados mais tradicionais e muitas vezes considerados sem fins lucrativos, como investimento em hospitais, prisões e exploração espacial.

Rifle de Batalha M2

Detroit, Michigan

A cidade de Detroit já foi considerada um dos maiores polos industriais do planeta no século XX e foi a lá que surgiu a produção em massa, uma das revoluções industriais. Foi o lugar de nascimento das gigantes General Motors, a Ford Motors e a Chrysler.

Detroit entrou em decadência, pois funcionava exclusivamente e praticamente em torno da indústria automotiva. Após diversas crises do petróleo, grande conscientização ambiental e o aumento significativo de fábricas concorrentes mais baratas em produção e mão-de-obra ao redor do mundo, muitas fábricas foram fechadas e outras simplesmente saíram da cidade.

Com a desvalorização, a cidade foi “evacuada” e se tornou em grande parte uma cidade fantasma. Não havia investimentos e empreendimentos, o desemprego aumentaram e os terrenos não tiveram valor algum para o mercado imobiliário.

Um dos últimos e maiores empreendimentos da Omnicorp foi privatização total da decadente cidade de Detroit, em Michigan, EUA. A cidade foi revitalizada e renomeada para Delta City.

Outdoor institucional (cima) e vista aérea do centro financeiro da Delta City, ex-Detroit (abaixo).

Delta City, Michigan

Delta City foi o renascimento de Detroit. A cidade se tornou um modelo conceito a ser seguido, pois recebeu diversos investimentos, assim como novos empreendimentos, aumentando do número populacional (mão-de-obra e empreendedores). Os serviços públicos foram modernizados e a burocracia foi reduzida.

Vista da Rio Detroit.

Para obter cidadania era necessário a comprar ações da OCP. Os muitos terrenos e prédio vagos foram ocupados pela corporação e transformados em um complexo militar-industrial.

Veículos Policiais e Militares da Omnicorp e da Delta City.

Visionário

O fundador e CEO da Omnicorp foi visionário Reymond Sellars (Dick Jones no filme Robocop do Paul Verhoeven). Este que foi inspirado em Steve Jobs.

Sellars nunca foi malvado, mas era uma grande filho da puta (desculpe-me pelo vocabulário). Ele tinha o objetivo em controlar tudo e todos ao seu redor, sempre visando lucro, menos qualidade de vida e uma visão diferenciada do mundo.

Raymond Sellars (direita) durante a apresentação pública diante da polícia de Delta City.

O governo estadual e até federal fazia vista grossa para suas ações, que incluíam trabalhar com criminosos locais para exercer influência e controle. O principal motivo foi ressurgimento da nostálgica Detroit e também era o principal fornecedor das Forças Armadas Norte-Americana.

As unidades ED209 foram testadas nas guerras do Oriente Médio.
Detalhes do prótipo ED209 em destaque.
Outdoor do filme durante a San Diego Comic Con.

OmniFoundation

No filme Robocop, o policial Alex Murphy sofreu um “atentado terrorista” e recebe a ajuda da Omnicorp. A empresa percebeu a oportunidade em obter contratos mais brandos com o governo norte-americano ao investir na reconstrução do policial. Murphy foi transformado no ciborgue experimental conceitual Robocop, o policial do futuro.

Robocop foi uma estratégia de publicidade do diretor de marketing Tom Pope, incentivada pela relações publicas Liz Kline e executada pelo cientista Dr. Dennet Norton do Centro de Reabilitação da Omnicorp.

Dr. Dennett Norton (Gary Oldman), Tom Pope (Jay Baruchel) (Marketing), Raymond Sellars (Michael Keaton) e Liz Kline (Jennifer Ehle) (Relações Públicas).

O projeto foi financiado pela OmniFoundation, cujo produto principal era a produção de próteses cibernéticas para soldados veteranos que foram gravemente feridos durante combate. O objetivo da fundação era colocá-los na ativa novamente e retirá-los da aposentadoria precoce.

O experimento foi um sucesso e o policial voltou para as suas atividades cotidianas como caçar criminosos. Ele teve um upgrade em seu sistema funcional, foi implantado todo o banco de dados policial em sua cabeça. Também se tornou  o garoto-propaganda da empresa e da cidade.

O lançamento do Robocop foi um sucesso.

A “montagem e construção” do Robocop foram feitas pela OCP na China. A fabricação no exterior foi feita com intuito de não haver nenhuma interferência do governo norte-americano durante a fase de testes. Assim como nas histórias do clássico Frankenstein de Mary Shelley, era necessário fazer as experiências com humanos em um lugar secreto e distante da sociedade, sem regulamentações.

Instalações chinesas da Omnicorp.

Crítica Social

Em 2014, o diretor José Padilha (Tropa de Elite) foi o responsável pelo reboot do filme Robocop. No filme, há repressão policial, milícias no poder, lobby da indústria bélica, privatização desenfreada e uso de drones aéreos e terrestres operados remotamente em territórios internacionais.

Drone Aéreo XT-908.
Tablet para o controle remoto dos drones.

Outra crítica muito válida é a influência da mídia com programas policiais. Estes programas bombardeiam o público com desgraças cotidianas e criminalidade durante 24h por dia (exemplos: Datena e Marcelo Rezende) fomentando o medo e a paranoia na sociedade.

Pat Novak é o apresentador sensacionalista do programa The Novak Element que induz seus telespectadores a apoiarem as políticas públicas feitas pela Omnicorp. Patrocinado por Sellars, o âncora declarou apoio ao fim do Ato Dreyfus, este projeto restringia o uso de drones militares em território nacional.

Pat Novak (Samuel L. Jackson)  apresentando o programa The Novak Element.

As críticas feitas no filme clássico dos anos 80 ainda são as mesmas e possivelmente, até mais complexas do que antes nos dias atuais.