Wallace Corporation

Todos saltos civilizatórios no universo foram construídos através de forças de trabalho descartáveis e insignificantes.

Prólogo

No ano de 2022, a Tyrell Corp desenvolveu a linha de replicantes  Nexus-8, esta tinha como vida útil prolongada, a mesma ou melhor do que humanos. Como consequência, surgiram muitos movimentos supremacistas humanos, que começaram a caçar e matar os replicantes, pois todos eram registrados no banco de dados da empresa.

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A resposta deles, foi uma grande revolta, o que ocasionou o Apagão de 2022 e destruição dos servidores da corporação que continham todos os registros dos replicantes.

Muitas cidades se tornaram fantasmas também. Enquanto Los Angeles se manteve como um grande centro metropolitano, a cidade de San Diego foi transformada em um lixão e Las Vegas foi evacuada devido a radiação da bomba nuclear que gerou um pulso eletromagnético, responsável pelo Apagão.

As cidades de San Diego (esquerda) e Las Vegas (direita).

A Tyrell foi dissolvida, a fabricação de replicantes foi proibida e todos da geração Nexus-8 identificados foram autorizados a serem caçados e mortos pelos Blade Runners.

A maioria das tecnologias foram afetadas por conta do pulso eletromagnético causado pela explosão do míssel nuclear lançado pelos replicantes. Então, foi necessário reinventar a maioria dessas tecnologias. O mundo se tornou um lugar cyberpunk, na qual, há alta tecnologia e baixa qualidade de vida. Houve também uma mistura tecnológica entre o passado e o futuro. Por exemplo, orelhões que transmitem vídeos conferências ao vivo.

O departamento de polícia de Los Angeles.

A Reintrodução

Wallace Corporation foi a empresa que comprou o que restou da Tyrell, assim sendo, obteve o controle sobre a tecnologia e todos os registros comerciais da empresa.

Protótipos da Era Tyrell.
A antiga sede da Tyrell, nova sede da Wallace.
Banco de dados da época antes do Apagão.

A reintrodução dos replicantes aconteceu após 16 anos, depois que ela convenceu o governo que teria controle sobre eles de forma segura, juntamente, com uma necessidade de colonizar novos mundos.

A Ascensão

Wallace Corporation ascendeu após o colapso dos ecossistemas da Terra. A corporação foi pioneira nos avanços em alimentos geneticamente modificados e na agricultura sintética, seguido pelo compartilhamento gratuito das suas patentes da tecnologia no ano de 2025, evitou a escassez de alimento e acabou com uma crise global.

A energia do mundo foi restaurada, mas a escuridão jamais foi embora.

O seu fundador, Niander Wallace, é considerado um filantropo e um salvador benevolente pela maioria das pessoas, se não por todos no mundo, sejam humanos ou replicantes.

Niander havia resolvido os problemas das plantas no planeta, o próximo passo seria evoluir os seres vivos, como animais e humanos. Ele acreditava que a colonização dos outros mundo seria mais eficiente se os replicantes gerassem vida, sempre de forma controlada. Então, a compra da Tyrell pela Wallace foi uma questão de tempo.

O visionário Niander Wallace (Jared Leto).

“Todo salto civilizatório foi construído através da força de trabalho descartável, mas somente eu posso fazer tantos.” – Niander Wallace

Tecnologia Perdida

A reprodução biológica entre os replicantes era considerada uma tecnologia perdida, pois a maioria dos registros e patentes foram destruídos.

No ano de 2049, buscar um meio de produzir novos replicantes que pudessem gerar vida, sendo assim, engravidar, se torna o principal objetivo da corporação.

O nascimento de um replicante Nexus-9 em laboratório.

O filme Blade Runner 2049 foi sobre esse tema, na qual, uma ossada replicante com sinais de pós-parto foi descoberta por um caçador de androides.

A corporação, o governo e replicantes clandestinos entram em uma corrida para encontrar primeiro quem é essa vida replicante gerada biologicamente.

Luv (Sylvia Joeks), replicante responsável pela segurança da corporação.

Consciência e Humanidade

A subsidiária Stelline Laboratories, chefiada pela Dra. Ana Stelline, é a responsável em criar e gerar as memórias artificiais da juventude dos replicantes.

A Dra. Ana Stelline (Carla Juri).

Relações entre Humanos, Replicantes e IAs.

A empresa sempre acreditou que era importante uma relação mútua entre todos os seres com consciência, sejam eles nascidos biologicamente ou em laboratórios.

Além dos seres vivos, como os replicantes, a Wallace também comercializou inteligências artificiais para servirem como companheiras das pessoas, no caso, a Joi ou para serem usadas como modelos nas peças de publicidade.

Joi (Ana de Armas).

A Joi é uma inteligência artificial projetada na forma de holograma. Para ela aparecer, é necessário algum tipo de dispositivo fixo como um projetor, seja em menor escala ao ser montado no teto da sala de casa ou do tamanho de um edifício para os anúncios publicitários. Mas pode viajar com o usuário como o dispositivo portátil Emanador.

Projeção em ambiente interno.
Anúncio de Publicidade.
Publicidade interativa.
O Emanador e a Joi portátil sofrendo um glitch.

O usuário pode personalizar a tonalidade da pele, cabelo, olhos, roupas e acessórios da sua Joi. Ambos também podem contratar uma replicante, no caso, uma  prostituta, com intuito de usar o corpo dela para terem relações sexuais entre si. Ela possui personalidade, assim como, pode emular desejos, emoções e sensações.

No filme, o blade runner K (Ryan Gosling) é proprietário e namorado de uma.
A Joi do K pareando sua consciência com a prostituta replicante Mariette (Mackenzie Davis).

Joi é uma previsão do futuro da sexualização do uso da realidade virtual e da inteligência artificial. Atualmente, o Pornhub já produz filmes pornô em 360º para serem vistos com óculos VR e existem brinquedos sexuais que recriam sensações quando são utilizados a distância.